Fórum Perinatal reúne profissionais para debater sobre Planejamento Reprodutivo

No dia 19 de dezembro, foi realizado o último encontro de 2017 do Fórum Perinatal. O tema discutido em mesa redonda foi Planejamento Reprodutivo. A discussão foi liderada por Daniela Ferraz, enfermeira do ESF Luxemburgo, Fernanda Andrade, Assistente Social do NASF Luxemburgo, Dra. Cintia Oliveira, ginecologista/obstetra do CEAE, Dr. Samuel Mourão, obstetra do Hospital Nossa Senhora das Graças, Jéssica Nogueira, superintendente das Redes Assistenciais da SMS e Vanize Martins, gerente da Central de Marcação da SMS.

O objetivo do evento foi discutir as ações e estratégias para fortalecer a assistência ao planejamento reprodutivo. Na oportunidade os presentes trataram sobre a importância do planejamento familiar bem realizado e alinhado entre as três redes de atenção (Primária, Secundária e Terciária) de forma a garantir o acesso de qualidade aos usuários do SUS aos serviços de saúde. De acordo com a Lei nº 9.263, de 12 de janeiro de 1996, o Planejamento Familiar ou Planejamento Reprodutivo, consiste em um plano de ações prestadas pelas Unidades Básicas de saúde, que visa orientar e auxiliar homens e mulheres a planejar uma gestação ou a preveni-la, e é direito de todo cidadão.

De acordo com a Dra. Cintia Oliveira, esse momento é crucial para direcionar o atendimento, reduzir a mortalidade materno-infantil e garantir o direito da mulher em escolher se pretende ou não engravidar. “O objetivo desta reunião é ajudar no planejamento da gravidez para auxiliar as mulheres a definirem o momento certo da gestação, para diminuir a mortalidade de mães no pós-parto. Temos muitos métodos contraceptivos na rede de saúde pública. É um direto de toda mulher evitar a gravidez não desejada. Na maioria dos atendimentos que prestamos, as gestantes não pretendiam engravidar e engravidaram ao acaso”, explica a médica.

Ainda de acordo com a Dra. Cintia, é necessário averiguar os casos de gravidez de risco existentes e como evitá-los, orientando e quebrando preconceito quanto aos métodos que podem ser realizados. “Temos que avaliar se essas mulheres não são hipertensas, diabéticas, ou apresentam quadros de cardiopatia grave. Assim iremos saber qual método utilizar e como orientar a paciente quanto a isso”, avalia a médica, que afirma ainda que o é necessário reduzir o número de gravidezes indesejadas e ter um olhar mais comprometido com os pacientes. “Precisamos fazer um pouco mais do que só o nosso trabalho. É importante construir uma rede de planejamento familiar mais ampla que, com certeza, irá refletir na assistência pré-natal de risco habitual, ou na assistência pré-natal de alto risco, na assistência ao parto humanizado, na assistência no parto normal e cesárea, e principalmente para reduzir a mortalidade de nossos pacientes”, disse.

Ao final do Fórum foi criada uma comissão para atualizar o Protocolo de Planejamento Reprodutivo, visando a melhoria do acesso da população aos serviços oferecidos à população. Com este tema, encerrou-se o ciclo de 2017 do Fórum Perinatal que discutiu assuntos importantes como Assistência na Casa da Gestante, Oficina de Plano de Parto, Fluxos de Atendimento ao Pré-natal de Alto Risco, Amamentação, Assistência ao Puerpério, Transporte do Recém-nascido, dentre outros.

A enfermeira Aline Souza, integrante do Grupo Condutor da Rede Cegonha e uma das organizadoras dos Fóruns salientou que as discussões trabalhadas no decorrer do ano proporcionaram o fortalecimento da rede cuidados à saúde materna e infantil e contribuíram muito para o processo de atualização do Protocolo Municipal de Assistência ao Pré-natal, apresentado no Fórum de novembro e que estará disponível em breve nas unidades de saúde.

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