Segurança Pública é tema do primeiro Ciclo de Debates do ano

Criado para ser um espaço qualificado de discussão dos principais temas da sociedade, o Ciclo de Debates abriu a temporada 2018 nesta segunda-feira, 26 de março, com um assunto que será uma importante pauta ao longo deste ano eleitoral. Em meio a uma intervenção federal no Rio de Janeiro, o primeiro evento, realizado pelo curso de Direito, trouxe o Deputado Federal Delegado Edson Moreira para falar sobre a Segurança Pública.

Especializado em Criminalidade e Segurança Pública pela UFMG, o delegado da Polícia Civil de Minas Gerais foi chefe do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa, onde esteve à frente de investigações de grande repercussão nacional, como os casos Eliza Samúdio, do Bando da Degola e o Maníaco de Contagem. Para o Deputado Federal pelo PR, essa escalada da violência é resultado da sensação de impunidade, consequência de uma legislação branda. “A principal vítima disso é o trabalhador. A violência hoje é a soma de uma lei fraca, uma falta de educação muito grande e a corrupção, que desvia recursos que deveriam ser investidos em educação, saúde, infraestrutura para a população”, defende o delegado. Para ele, a principal ação é modificar a legislação. “Para quem for cometer um crime saber que terá uma pena dura e não passar umas férias na prisão”, afirma.

Na sua avaliação, a intervenção federal em uma das principais capitais do Brasil é consequência dessa escalada da violência. “Durante uma das principais festas do ano, o Carnaval, assistimos mortes, roubos, assassinatos. Ao longo dos últimos anos não houve investimentos no Rio de Janeiro em segurança pública ou educação. Aquilo foi a gota d’água”, avalia o delegado Edson Moreira. Apesar disso, ele discorda da forma de como está sendo feita a intervenção. “Não se pode apenas jogar as Forças Armadas para se fazer a segurança. Tem que se chamar as principais autoridades, o Ministério Público, o Poder Judiciário, a Ordem dos Advogados do Brasil e fazer um trabalho de inteligência, para mapear os criminosos mais perigosos”, explica o deputado. Segundo ele, mesmo com a intervenção, foram registrados diversos casos de roubo de cargas, tiroteios e assassinatos.

Para o deputado, a execução da vereadora do PSOL Marielle Franco foi um tapa na cara na intervenção. “Eles mandaram um recado. Com exército ou sem exército, eles vão continuar a cometer os crimes. Só que as pessoas ligadas a ela gritaram mais e houve essa grande repercussão”, observa.

Além do debate, o evento ainda foi um momento de homenagens aos alunos do Direito, destaques acadêmicos do semestre anterior, e os Top 20, em atendimento no Núcleo de Práticas Jurídicas (NPJ).

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